São Tomás Becket |
||||||
|
|
|
|||||
|
||||||
São Tomás Becket aprendeu a cavalgar, a caçar, etiqueta, e a participar de desportos populares como as justas, ou torneios numa propriedade de Richer de L'aigle, amigo do pai de São Tomás Becket e interessado nas irmãs do santo. Desde os 10 anos que São Tomás Becket recebeu uma excelente educação em lei canónica civil no Priorado de Merton, na Inglaterra, e depois em Paris, Bolonha e Auxerre. Ao regressar à Inglaterra, São Tomás Becket entrou para o serviço do arcebispo de Cantuária (Teobaldo de Bec), que lhe confiou várias missões importantes a Roma e por fim o recompensou com o arquidiaconado de Cantuária e a reitoria da escola de Beverley. Distinguiu-se de tal modo pelo seu zelo e eficiência que Teobaldo o recomendou ao rei Henrique II da Inglaterra para o importante cargo de chanceler, que manteve durante sete anos. O rei Henrique II desejava ser senhor absoluto dos seus domínios, tanto da Igreja como do Estado, e conseguiu encontrar um precedente nas tradições do reino para retirar privilégios especiais ao clero inglês, que considerava empecilhos à sua autoridade. Enquanto chanceler, São Tomás Becket cobrou um imposto de protecção do reino contra invasores, uma tradição medieval cobrada de todos os proprietários de terras, incluindo igrejas e bispados, o que lhe criou dificuldades e ressentimentos do clero inglês. São Tomás Becket criou o primogénito do rei (Henrique, o Jovem), de acordo com o costume da época de crianças nobres serem educadas em outras casas nobres. Posteriormente, essa seria uma das razões por que este se revoltaria contra o pai, tendo formado uma ligação emocional a Becket como figura parental. Conta-se que Henrique, o Jovem teria declarado que Becket lhe dera mais afecto paternal em um dia que o seu próprio pai durante toda a vida. Em 1162, São Tomás Becket foi nomeado arcebispo de Cantuária, pelo rei que tencionava aumentar a sua influência ditando as acções do seu fiel e nomeado vassalo, e diminuir a independência e a influência da Igreja na Inglaterra. Contudo, o carácter de São Tomás Becket pareceu modificar-se imediatamente. Passou a viver uma vida de simplicidade e pobreza e, apesar de anteriormente ter ajudado Henrique II a diminuir o poder dos bispos, passou a defender activamente os direitos da Igreja. Primeiro confuso com a atitude de São Tomás Becket, e depois sentindo-se traído o rei Henrique II viu o arcebispo afastar-se ainda mais quando este abandonou o seu cargo de chanceler e manteve os rendimentos das terras da Cantuária sob o seu controle. Começaram assim uma série de conflitos legais sobre a jurisdição dos tribunais seculares sobre o clero inglês. Em Outubro de 1163, o rei tentou colocar a opinião e a influência dos outros bispados contra São Tomás Becket em Westminster, com o objectivo de obter a aprovação dos privilégios reais. Em 30 de Janeiro de 1164, o rei Henrique II convocou uma assembleia no Palácio de Clarendon, em Wiltshire, onde apresentou as suas exigências, pretendendo diminuir a independência do clero e a influência de Roma na política inglesa. Henrique conseguiu negociar e pressionar o consentimento de todos, inclusivamente de Richer de L'aigle (amigo da família de S. Tomás Becket. Assim foi exigido a S. Tomás Becket que assinasse as cartas do rei, caso contrário enfrentaria repercussões políticas e legais. São Tomás Becket expressou a sua disponibilidade em concordar com as exigências do rei mas quando chegou o momento da assinatura, recusou-se o que conduziu a uma guerra entre os dois poderes. O rei Henrique II perseguiu S. Tomás Becket que foi recebido e protegido pelo rei Luís VII de França (rival de Henrique II). Após dois anos na abadia cistercense de Pontigny, S. Tomás Becket foi obrigado por Henrique II a regressar a Sens.São Tomás Becket pediu então a excomunhão de Henrique II mas o Papa Alexandre III preferiu tentar uma solução mais diplomática. Gerou-se então no ano de 1164 um desentendimento entre o santo e o Papa. Em 1170, o Henrique II eleva o seu filho a rei de Inglaterra, mantendo para si o poder imperial. Uma vez que S. Tomás Becket estava no exílio, o arcebispo de York sagrou a coroação. Furioso, o arcebispo da Cantuária ameaçou excomungar o rei e todos os envolvidos na cerimónia. No entanto, seguiu-se uma débil reconciliação e Thomas voltou à Cantuária com a promessa de que poderia re-coroar o príncipe. No entanto, assim que aportou em Sandwich, Kent, São Tomás Becket mostrou que continuaria inflexível como sempre, excomungando os bispos envolvidos na coroação. Quando informado disto, o rei, furioso, terá dito qualquer coisa como "Não haverá ninguém capaz de me livrar deste padre turbulento?". A maioria dos historiadores parece concordar que o rei não pretendia realmente o assassinato de Becket, apesar das suas duras palavras. Seja como for, quatro dos cavaleiros presentes (Reginald Fitzurse, Hugh de Moreville, William de Traci e Richard le Breton) terão interpretado isto como uma ordem. Responderam que sabiam como fazer isso e partiram para a Cantuária. Em 29 de Dezembro de 1170, entraram na catedral e assassinaram Becket, quando os monges cantavam as vésperas. Foi canonizado em 1173 pelo papa Alexandre III.
São Tomás Becket rogai por nós! |
||||||
S. Jorge, mártir – MF S. Adalberto, bispo e mártir – MF Branco ou verm. – Ofício da féria ou da memória. Missa da féria ou da memória, pf. pascal. L 1: At 8, 26-40; Sl 65 (66), 8-9. 16-17. 20 Ev: Jo 6, 44-51 * Na Ordem Agostiniana – B. Helena de Údine, viúva – MF * Na Ordem Beneditina – S. Adalberto, bispo e mártir – MF; S. Jorge – MF * Na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. Teresa Maria da Cruz Manetti, virgem – MF * Na Ordem Franciscana – B. Egídio de Assis, religioso, da I Ordem – MF * Na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus – I Vésp. de S. Bento Menni. * Na Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor – I Vésp. de S. Maria Eufrásia Pelletier.
| Qui. Abr. 23 Santo Adalberto de Praga |
| Qui. Abr. 23 São Jorge |
| Sex. Abr. 24 Santa Maria Eufrásia Pelletier |
| Sex. Abr. 24 São Fiel de Sigmaringa |
À semelhança dos anos anteriores, a região pastoral do Barlavento proporcionou, no passado mês de março, um dia de retiro para crianças e adolescentes que se preparavam para receber os sacramentos do Batismo, Eucaristia e Reconciliação. A organização explicou ao Folha do Domingo que com a “participação mais elevada do que nos anos anteriores, houve […]
A Diocese do Algarve promove no próximo mês de maio uma formação para os catequistas sobre o novo itinerário para a catequese em Portugal. A iniciativa, promovida através do Setor Diocesano, será realizada nas três regiões pastorais que constituem a diocese algarvia nos dias 04, 05 e 06 de maio, pelas 21h, e terá como […]
A Cáritas realizou entre 01 a 08 de março deste ano o seu peditório público nacional, uma iniciativa anual inserida na semana daquela instituição da Igreja Católica. No Algarve, o peditório de rua rendeu 4.141,95 euros, mais 372,81 euros do que no ano passado. Nos últimos anos, o peditório nacional rendeu no Algarve 3.769,14 euros […]
Pode visitar a Igreja de S. Lourenço nos seguintes horários
De 15 de Abril a 15 de Outubro (Horário de Verão)
Segunda-feira: 15h00 - 17h00
Terça-feira a Sábado: 10h00 - 13h00 e 15h00 - 17h00
De 16 de Outubro a 14 de Abril (Horário de Inverno)
Terça-feira a Sábado: 10h00 - 13h00 e 15h00 - 17h00
Ao Domingo encontra-se encerrada para visitas.
Entradas pagas