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Santos Edmundo Campion e Roberto Southwel e Companheiros

Terça-feira, 01 Dezembro 2020por Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.Visualizações : 1558

1 12 S. Edmundo Campion

Santo Edmundo Campion nasceu a 25 de Janeiro de 1540 e faleceu a 1 de Dezembro de 1581. Filho de pais abastados, Edmundo Campion era dotado de inteligência ímpar e demonstrava grande facilidade para o estudo das letras. Com apenas 13 anos, foi escolhido para fazer, em latim, o discurso de boas-vindas à Rainha Maria I, quando esta entrou solenemente em Londres, em 1553. O à-vontade e a vivacidade de Edmundo Campion cativaram os presentes. Entre estes estava Sir Thomas White, fundador do Colégio São João de Oxford, que o tomou sob sua proteção e levou para essa instituição, a fim de educá-lo e formá-lo.
Edmundo foi brilhante nos seus estudos, correspondendo às esperanças do mestre. Era sempre o orador escolhido para discursar nas ocasiões importantes. Como professor, destacou-se de tal forma que alunos de outros cursos vinham assistir às suas aulas como simples ouvintes. Foi nomeado proctor (chefe dos inspetores de disciplina da Universidade). Em pouco tempo tornou-se estimado e popular entre os estudantes a ponto de “fazer escola”: formou-se em Oxford um grupo de estudantes denominados “os campionistas”, porque o imitavam na maneira de falar, nos gestos, no modo de ser e até de vestir-se.
Edmundo Campion era um homem inteligente, cordial e corajoso, com um futuro brilhante diante de si, renunciou a tudo para afervorar as almas que cambaleavam na Fé numa época de sangrentas perseguições.
Em 1534, Henrique VIII autonomeou-se Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra e declarou pena de morte a quem não reconhecesse essa autoridade. No ano seguinte, foram decapitados dois dos mais proeminentes opositores ao Ato de Supremacia: São João Fisher e São Tomas More. Os mosteiros, conventos e confrarias foram dissolvidos. Uma implacável perseguição começou contra os que permaneciam fiéis ao Papa.
Quase que por instinto, Campion rejeitava as reformas implantadas na esfera espiritual por Henrique VIII e seus sucessores. Inebriado, porém, pelas possibilidades de uma brilhante carreira, deixou-se levar pelos acontecimentos e prestou o Juramento de Supremacia em 1564, reconhecendo a rainha como governadora suprema da Igreja na Inglaterra. Quatro anos mais tarde, recebeu das mãos do bispo anglicano de Gloucester a ordenação diaconal.
Entretanto, o futuro mártir Edmundo Campion dedicara-se aos estudos de filosofia aristotélica, de teologia natural e dos Santos Padres, e não tardou a tomar consciência de sua falta. Profundamente perturbado pelos remorsos, procurou um sacerdote católico, fez uma boa confissão e assumiu publicamente a sua condição de filho da Igreja.
Edmundo Campion tinha clara noção de que sua atitude o obrigaria a abandonar a carreira académica, mas não hesitou em fazer esse sacrifício. Também não ignorava que, se permanecesse na Inglaterra nessas circunstâncias, estaria exposto a grandes riscos. Por isso deixou Oxford e em 1569 mudou-se para Dublin.
No ano seguinte, o Papa São Pio V promulgou a bula Regnans in Excelsis, excomungando a rainha Isabel I. Após esse ato pontifício, os ânimos exaltaram-se, e a situação de Edmundo tornou-se especialmente delicada. Os irlandeses viam-no com maus olhos, por se ter dedicado a escrever uma História desse país sob o ponto de vista inglês; os católicos olhavam-no com suspeitas, pelo facto de ele ter sido ordenado diácono anglicano; e os anglicanos e luteranos o detestavam por ser um “papista”.
Não teve outra alternativa senão voltar à Inglaterra disfarçado de criado. Chegou a Londres a tempo de testemunhar o julgamento de um dos primeiros mártires oxfordianos: São João Storey, executado em 1571 pela sua fidelidade a Roma. Edmundo Campion percebeu, que a Igreja na Inglaterra precisava de almas dispostas a uma doação total, para sustentar na Fé os católicos e manter o estandarte da catolicidade erguido naquela terra outrora conhecida como a Ilha dos Santos.
Este facto despertou na alma de Santo Edmundo Campion a vocação ao sacerdócio, com a disposição de sacrificar tudo, inclusive a vida, se preciso fosse, em defesa da Igreja de Cristo. O martírio passou a fazer parte de suas cogitações e de seu futuro.
Estudou no Seminário de Douai, as disciplinas de Teologia, Exegese e Divindade. Aí permaneceu nove anos e recebeu as ordens menores e o subdiaconato. Mas Edmundo Campion tinha o coração sempre atormentado pelo Juramento de Supremacia prestado em 1564. Desconfiando de suas próprias forças, colocava sua confiança “n’Aquele que conforta”, e empenhava-se, ao mesmo tempo, em preparar sua alma na humildade. Almejava, para isso, uma vida de austera disciplina e obediência.
Partiu então para Roma, como peregrino, e solicitou ingresso na Companhia de Jesus. Foi ordenado sacerdote em 1578.
Começou para Santo Edmundo uma fase de intensas atividades de apostolado. Era constantemente chamado para pregar e atender Confissões nas cidades próximas, e não deixava de dar assistência aos fiéis nos hospitais e nas prisões.
Um dia, recebeu uma carta do Cardeal Allen, comunicando-lhe que havia organizado uma incursão de missionários na Inglaterra e que ele, padre Edmundo, fazia parte do grupo.
Em 18 de Abril de 1580, partiu de Roma, com a bênção do Papa Gregório XIII, uma pequena caravana de missionários, entre eles três jesuítas: padre Robert Persons, superior, padre Edmundo Campion e o irmão Ralph Emerson. A sua missão era puramente espiritual: procurar as ovelhas perdidas, recuperar os católicos que vacilavam ou contemporizavam sob o regime persecutório, afervorar as almas fiéis. Jamais poderiam imiscuir-se em problemas políticos, menos ainda participar de confabulações, ou mesmo simples conversas, contrárias à rainha.
Foi com riscos e dificuldades que cruzaram o Canal da Mancha e entraram disfarçados em Dover. Os católicos ingleses, animados pela chegada dos sacerdotes, encarregaram-se de hospedá-los e dar-lhes condições de exercer seu ministério apostólico. Puderam eles, assim, durante mais de um ano, desempenhar suas funções sacerdotais, sempre em situação de risco. Disfarces, nomes falsos, precários esconderijos, apreensões nos momentos de buscas policiais, tudo isso fazia parte da rotina dos heróicos missionários.
Santo Edmundo Campion escreveu, refugiado em York, a obra: Decem Rationes (As dez razões para ser católico), logo divulgada por todo o país. No dia 29 de Junho de 1581, apareceram sobre os bancos da igreja de Santa Maria de Oxford, 400 exemplares dessa obra, lá deixados por uma mão desconhecida…
Em resposta a essa audaciosa iniciativa dos missionários, a rainha ofereceu uma recompensa pela sua captura deles, sobretudo do padre Campion. No dia 16 de Julho, foi traído por George Eliot que entrou numa casa em Lyfor Grange disfarçado entre os fiíes.
Os missionários foram presos e amarrados aos cavalos e cavalgando de costas, foram conduzidos a Londres.
Iniciou-se então o julgamento de Santo Edmundo Campion. A rainha ofereceu-lhe várias coisas (vida, a liberdade, honrarias e até mesmo a Diocese de Cambridge) em troca de que ele reconhecesse a supremacia espiritual da rainha no Reino da Inglaterra. Santo Edmundo Campion recusou todas essas ofertas. Embora submetido a terríveis torturas, o padre Campion defendeu-se de tal maneira que os acusadores não encontravam meios de incriminá-lo. Recorreram então ao depoimento de falsas testemunhas.
A 20 de Novembro, é decretada a sentença de morte na forca, seguida de estripação e esquartejamento. A sentença foi executada na manhã de 1 de Dezembro de 1581. Antes de ser enforcado Santo Edmundo Campion rezou o Pai-Nosso e a Avé Maria, e pediu aos católicos presentes que rezassem o Credo enquanto ele expirava.

 

Foi canonizado em 1970 pelo Papa Paulo VI, conjuntamente com 9 outros mártires da Companhia de Jesus, mortos nos Séculos XVI e XVII por professar a fé católica.

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