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SUMMARY:São Francisco de Paula 
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:São Francisco de Paula nasceu em Paola (Itália) a 27 de março de 1416 e fal
 eceu em Tours (França) a 2 de abril de 1507. Era filho de Giácomo Daléssio 
 (Tiago) e de Viena de Fuscaldo. Os pais de São Francisco de Paula eram agri
 cultores e o pai tirava do campo o sustento da família e santificava-se na 
 oração, jejum, penitência e boas obras. Como não tinham filhos Giácomo e Vi
 ena rezavam pedindo a graça de terem um filho. Faziam-no intercedendo a São
  Francisco de Assis (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-sa
 ntos/icalrepeat.detail/2018/10/04/48947/-/s%C3%A3o-francisco-de-assis.html)
  e prometeram que se fossem atendidos lhe colocariam o nome de Francisco, p
 ois tinham especial devoção ao santo.\nAs orações do casal foram atendidas 
 e no dia 27 de março de 1416 nasceu São Francisco de Paula. No entanto a al
 egria do nascimento do menino foi de pouca duração, pois São Francisco de P
 aula nasceu com um abcesso maligno no olho esquerdo, que lhe ameaçava a vis
 ão. Giácomo e Viena recorreram de novo a S. Francisco de Assis pedindo-lhe 
 que curasse o menino e que se tal acontecesse assim que a idade o permitiss
 e iria para um convento franciscano durante um ano. São Francisco de Paula 
 melhorou consideravelmente do abcesso.\nQuanto São Francisco de Paula tinha
  doze anos, apareceu em sua casa um frade franciscano que relembrou os pais
  da promessa que haviam realizado e que era tempo de cumprirem a mesma. Ass
 im São Francisco de Paula foi levado ao convento franciscano de São Marcos,
  em Paola.\nMesmo não estando obrigado a tal o jovem Francisco de Paula cum
 pria com exatidão as normas conventuais, tornando-se até exemplo para os fr
 ades mais experimentados e vividos nas práticas religiosas. \nAlguns fatos 
 extraordinários marcaram a vida do pequeno Francisco de Paula. Um dia o sac
 ristão ordenou-lhe que fosse buscar brasas para o turíbulo, mas sem lhe ind
 icar como o fazer. Na sua inocência São Francisco de Paula foi e colocou as
  brasas no seu hábito levando-as ao irmão sacristão, sem que o seu hábito s
 e queimasse. Noutra ocasião, São Francisco de Paula ficou encarregado da co
 zinha, pôs os alimentos numa panela e colocou-a sobre o carvão. Depois diri
 giu-se para a igreja a fim de rezar esquecendo-se de acender o carvão. Reza
 ndo, São Francisco de Paula entrou em êxtase, e não deu pelo tempo passar. 
 Mais tarde um frade entrou na cozinha e viu o fogo apagado, procurou São Fr
 ancisco de Paula perguntando-lhe se a refeição estava pronta. O jovem respo
 ndeu que sim e, em seguida, foi para a cozinha. Não se sabe como, mas o fog
 o estava aceso e os alimentos cozidos&hellip;\nAo fim do ano e cumprida a p
 romessa dos pais, São Francisco de Paula voltou a casa e iniciou com os pai
 s uma viagem a Roma, Assis, Loreto e Monte Cassino. Ao chegar a Monte Cassi
 no, São Francisco de Paula soube que tinha sido ali que São Bento (http://w
 ww.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/0
 7/11/57946/-/s%C3%A3o-bento.html) se tinha estabelecido entregando-se total
 mente a Deus. São Francisco de Paula pediu então aos pais que o deixassem v
 iver como eremita. Sofrendo por um lado, mas alegrando-se pelo outro, os pa
 is consentiram que o filho passasse a viver isolado. A princípio os seus pa
 is levavam-lhe comida, mas certo dia São Francisco de Paula desejando viver
  exclusivamente para Deus, fugiu e encontrou refúgio numa gruta no meio do 
 deserto onde viveu por seis anos.\nSão Francisco de Paula passou a morar is
 olado nessa gruta onde fazia grandes sacrifícios, orações e jejuns, aos qua
 is chamava de quaresmas. De acordo com uma tradição corrente na Ordem funda
 da por ele, foi nessa gruta eremítica que São Francisco de Paula recebeu, d
 as mãos de um Anjo, o hábito monástico. Com 19 anos de idade, São Francisco
  de Paula obteve licença do Bispo local para construir um mosteiro no alto 
 de um monte próximo a Paola. Rapidamente surgiram os primeiros discípulos e
  auxiliares. Da construção desse Mosteiro participaram os habitantes da cid
 ade (ricos ou pobres, nobres ou plebeus). A construção do mosteiro constitu
 i-se como um autêntico milagre pois pedras eram deslocadas com uma simples 
 ordem de São Francisco de Paula; árvores pesadas e pedras enormes tornavam-
 se leves para serem removidas ou transportadas; os mantimentos cuja quantid
 ade mal daria para saciar a fome de só trabalhador, alimentava muitos; até 
 as pessoas doentes que iam participar das construções ficavam curadas. A co
 nstrução do mosteiro é a origem da Ordem dos Eremitas de São Francisco ou d
 a &ldquo;Ordem dos Mínimos&rdquo; como também é conhecida, fundada oficialm
 ente por São Francisco de Paula no ano de 1435.\nPara poder entrar na Ordem
  dos Mínimos, era necessário tornar-se pequeno, o menor entre todos, o últi
 mo, atendendo ao que disse Jesus: &ldquo;os últimos serão os primeiros&rdqu
 o;.  \nSão Francisco de Paula tinha o dom da cura. De entre os vários morto
 s que São Francisco de Paula ressuscitou destaca-se o seu sobrinho Nicolas.
  O rapaz desejava ardentemente fazer-se monge na Ordem que o tio acabava de
  fundar. Contudo a sua mãe, por apego humano, opôs-se a isso fortemente. O 
 rapaz adoeceu e morreu e o corpo foi levado para a igreja do convento. Lá S
 ão Francisco de Paula pediu que o conduzissem à sua cela. São Francisco de 
 Paula passou a noite em lágrimas e orações, obtendo assim a ressurreição do
  rapaz. Na manhã seguinte, quando a sua irmã chegou para assistir ao sepult
 amento do filho, São Francisco de Paula perguntou-lhe se ela ainda se opunh
 a a que ele se fizesse religioso, ao que a mesma respondeu em lágrimas:\n- 
 &ldquo;Ah!, se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse&rdquo;. \
 n&ndash; &ldquo;Quer dizer que você está arrependida?&rdquo; &ndash; insist
 iu o Santo. \n&ndash; &ldquo;Ah, sim!&rdquo;. &ndash; respondeu a irmã.\nSã
 o Francisco de Paula trouxe-lhe então o filho são e salvo, que a mãe abraço
 u em prantos, concedendo a licença que antes recusara.\nOutro caso famoso f
 oi o da ressurreição de um homem que havia sido enforcado três dias antes p
 ela justiça. São Francisco de Paula restituiu-lhe não só a vida do corpo, c
 omo também a da alma.\nMas o fato mais extraordinário, e que segundo se sab
 e só ocorreu com São Francisco de Paula, foi o de ter ele ressuscitado duas
  vezes uma mesma pessoa. Tomás de Yvre, enquanto trabalhava na construção d
 o convento da cidade de Paterno Calabro (Itália), foi esmagado por uma árvo
 re. Levado à presença de São Francisco de Paula, este restituiu-lhe a vida.
  Tempos depois, Tomás de Yvre caiu do alto do campanário e o Santo restitui
 u-lhe novamente a vida.\nFoi nessa altura que São Francisco de Paula viu o 
 Arcanjo São Miguel, (seu protetor e da Ordem), trazendo-lhe uma espécie de 
 ostensório em que aparecia o sol num fundo azul com a palavra Caridade ("Ch
 aritas"), e recomendando-lhe que São Francisco de Paula o tomasse como embl
 ema da sua Ordem.\nA fama de suas virtudes do santo chegou a França e o Rei
  Luís XI atacado por doença mortal, pediu a São Francisco de Paula que o fo
 sse curar. Depois de receber autorização do Papa, São Francisco de Paula pa
 rtiu para França. Assim que chegou junto do rei, São Francisco de Paula inf
 ormou-o que a vontade de Deus não era curá-lo, mas levá-lo desta vida, prep
 arando-o para a morte. O rei confiou então os seus filhos a São Francisco d
 e Paula.\nEsta viagem do santo a França foi providencial para a expansão da
  Ordem tanto em França como na Alemanha ou Espanha.\nSão Francisco de Paula
  faleceu a 2 de abril de 1507 (por coincidência uma sexta-feira santa).\nFo
 i canonizado no ano de 1518 pelo Papa Leão X.\nÉ padroeiro dos marinheiros.
 \n \nSão Francisco de Paula rogai por nós!\n
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