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SUMMARY:Santos Edmundo Campion e Roberto Southwel e Companheiros
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:\n\n\nSanto Edmundo Campion nasceu a 25 de Janeiro de 1540 e faleceu a 1 de
  Dezembro de 1581. Filho de pais abastados, Edmundo Campion era dotado de i
 nteligência ímpar e demonstrava grande facilidade para o estudo das letras.
  Com apenas 13 anos, foi escolhido para fazer, em latim, o discurso de boas
 -vindas à Rainha Maria I, quando esta entrou solenemente em Londres, em 155
 3. O à-vontade e a vivacidade de Edmundo Campion cativaram os presentes. En
 tre estes estava Sir Thomas White, fundador do Colégio São João de Oxford, 
 que o tomou sob sua proteção e levou para essa instituição, a fim de educá-
 lo e formá-lo.\nEdmundo foi brilhante nos seus estudos, correspondendo às e
 speranças do mestre. Era sempre o orador escolhido para discursar nas ocasi
 ões importantes. Como professor, destacou-se de tal forma que alunos de out
 ros cursos vinham assistir às suas aulas como simples ouvintes. Foi nomeado
  proctor (chefe dos inspetores de disciplina da Universidade). Em pouco tem
 po tornou-se estimado e popular entre os estudantes a ponto de &ldquo;fazer
  escola&rdquo;: formou-se em Oxford um grupo de estudantes denominados &ldq
 uo;os campionistas&rdquo;, porque o imitavam na maneira de falar, nos gesto
 s, no modo de ser e até de vestir-se.\nEdmundo Campion era um homem intelig
 ente, cordial e corajoso, com um futuro brilhante diante de si, renunciou a
  tudo para afervorar as almas que cambaleavam na Fé numa época de sangrenta
 s perseguições.\nEm 1534, Henrique VIII autonomeou-se Chefe Supremo da Igre
 ja na Inglaterra e declarou pena de morte a quem não reconhecesse essa auto
 ridade. No ano seguinte, foram decapitados dois dos mais proeminentes oposi
 tores ao Ato de Supremacia: São João Fisher e São Tomas More. Os mosteiros,
  conventos e confrarias foram dissolvidos. Uma implacável perseguição começ
 ou contra os que permaneciam fiéis ao Papa.\nQuase que por instinto, Campio
 n rejeitava as reformas implantadas na esfera espiritual por Henrique VIII 
 e seus sucessores. Inebriado, porém, pelas possibilidades de uma brilhante 
 carreira, deixou-se levar pelos acontecimentos e prestou o Juramento de Sup
 remacia em 1564, reconhecendo a rainha como governadora suprema da Igreja n
 a Inglaterra. Quatro anos mais tarde, recebeu das mãos do bispo anglicano d
 e Gloucester a ordenação diaconal.\nEntretanto, o futuro mártir Edmundo Cam
 pion dedicara-se aos estudos de filosofia aristotélica, de teologia natural
  e dos Santos Padres, e não tardou a tomar consciência de sua falta. Profun
 damente perturbado pelos remorsos, procurou um sacerdote católico, fez uma 
 boa confissão e assumiu publicamente a sua condição de filho da Igreja.\nEd
 mundo Campion tinha clara noção de que sua atitude o obrigaria a abandonar 
 a carreira académica, mas não hesitou em fazer esse sacrifício. Também não 
 ignorava que, se permanecesse na Inglaterra nessas circunstâncias, estaria 
 exposto a grandes riscos. Por isso deixou Oxford e em 1569 mudou-se para Du
 blin.\nNo ano seguinte, o Papa São Pio V promulgou a bula Regnans in Excels
 is, excomungando a rainha Isabel I. Após esse ato pontifício, os ânimos exa
 ltaram-se, e a situação de Edmundo tornou-se especialmente delicada. Os irl
 andeses viam-no com maus olhos, por se ter dedicado a escrever uma História
  desse país sob o ponto de vista inglês; os católicos olhavam-no com suspei
 tas, pelo facto de ele ter sido ordenado diácono anglicano; e os anglicanos
  e luteranos o detestavam por ser um &ldquo;papista&rdquo;.\nNão teve outra
  alternativa senão voltar à Inglaterra disfarçado de criado. Chegou a Londr
 es a tempo de testemunhar o julgamento de um dos primeiros mártires oxfordi
 anos: São João Storey, executado em 1571 pela sua fidelidade a Roma. Edmund
 o Campion percebeu, que a Igreja na Inglaterra precisava de almas dispostas
  a uma doação total, para sustentar na Fé os católicos e manter o estandart
 e da catolicidade erguido naquela terra outrora conhecida como a Ilha dos S
 antos.\nEste facto despertou na alma de Santo Edmundo Campion a vocação ao 
 sacerdócio, com a disposição de sacrificar tudo, inclusive a vida, se preci
 so fosse, em defesa da Igreja de Cristo. O martírio passou a fazer parte de
  suas cogitações e de seu futuro.\nEstudou no Seminário de Douai, as discip
 linas de Teologia, Exegese e Divindade. Aí permaneceu nove anos e recebeu a
 s ordens menores e o subdiaconato. Mas Edmundo Campion tinha o coração semp
 re atormentado pelo Juramento de Supremacia prestado em 1564. Desconfiando 
 de suas próprias forças, colocava sua confiança &ldquo;n&rsquo;Aquele que c
 onforta&rdquo;, e empenhava-se, ao mesmo tempo, em preparar sua alma na hum
 ildade. Almejava, para isso, uma vida de austera disciplina e obediência.\n
 Partiu então para Roma, como peregrino, e solicitou ingresso na Companhia d
 e Jesus. Foi ordenado sacerdote em 1578.\nComeçou para Santo Edmundo uma fa
 se de intensas atividades de apostolado. Era constantemente chamado para pr
 egar e atender Confissões nas cidades próximas, e não deixava de dar assist
 ência aos fiéis nos hospitais e nas prisões.\nUm dia, recebeu uma carta do 
 Cardeal Allen, comunicando-lhe que havia organizado uma incursão de mission
 ários na Inglaterra e que ele, padre Edmundo, fazia parte do grupo.\nEm 18 
 de Abril de 1580, partiu de Roma, com a bênção do Papa Gregório XIII, uma p
 equena caravana de missionários, entre eles três jesuítas: padre Robert Per
 sons, superior, padre Edmundo Campion e o irmão Ralph Emerson. A sua missão
  era puramente espiritual: procurar as ovelhas perdidas, recuperar os catól
 icos que vacilavam ou contemporizavam sob o regime persecutório, afervorar 
 as almas fiéis. Jamais poderiam imiscuir-se em problemas políticos, menos a
 inda participar de confabulações, ou mesmo simples conversas, contrárias à 
 rainha.\nFoi com riscos e dificuldades que cruzaram o Canal da Mancha e ent
 raram disfarçados em Dover. Os católicos ingleses, animados pela chegada do
 s sacerdotes, encarregaram-se de hospedá-los e dar-lhes condições de exerce
 r seu ministério apostólico. Puderam eles, assim, durante mais de um ano, d
 esempenhar suas funções sacerdotais, sempre em situação de risco. Disfarces
 , nomes falsos, precários esconderijos, apreensões nos momentos de buscas p
 oliciais, tudo isso fazia parte da rotina dos heróicos missionários.\nSanto
  Edmundo Campion escreveu, refugiado em York, a obra: Decem Rationes (As de
 z razões para ser católico), logo divulgada por todo o país. No dia 29 de J
 unho de 1581, apareceram sobre os bancos da igreja de Santa Maria de Oxford
 , 400 exemplares dessa obra, lá deixados por uma mão desconhecida&hellip;\n
 Em resposta a essa audaciosa iniciativa dos missionários, a rainha ofereceu
  uma recompensa pela sua captura deles, sobretudo do padre Campion. No dia 
 16 de Julho, foi traído por George Eliot que entrou numa casa em Lyfor Gran
 ge disfarçado entre os fiíes.\nOs missionários foram presos e amarrados aos
  cavalos e cavalgando de costas, foram conduzidos a Londres.\nIniciou-se en
 tão o julgamento de Santo Edmundo Campion. A rainha ofereceu-lhe várias coi
 sas (vida, a liberdade, honrarias e até mesmo a Diocese de Cambridge) em tr
 oca de que ele reconhecesse a supremacia espiritual da rainha no Reino da I
 nglaterra. Santo Edmundo Campion recusou todas essas ofertas. Embora submet
 ido a terríveis torturas, o padre Campion defendeu-se de tal maneira que os
  acusadores não encontravam meios de incriminá-lo. Recorreram então ao depo
 imento de falsas testemunhas.\nA 20 de Novembro, é decretada a sentença de 
 morte na forca, seguida de estripação e esquartejamento. A sentença foi exe
 cutada na manhã de 1 de Dezembro de 1581. Antes de ser enforcado Santo Edmu
 ndo Campion rezou o Pai-Nosso e a Avé Maria, e pediu aos católicos presente
 s que rezassem o Credo enquanto ele expirava.\n \nFoi canonizado em 1970 pe
 lo Papa Paulo VI, conjuntamente com 9 outros mártires da Companhia de Jesus
 , mortos nos Séculos XVI e XVII por professar a fé católica.\n
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