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Padre Cícero

Quinta-feira, 24 Março 2022por Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.Visualizações : 974

24Mar Padre CiceroPadre Cícero nasceu a 24 de março de 1844 em Crato (Brasil) e faleceu a 20 de julho de 1934 no Juazeiro do Norte (Brasil). É também conhecido como Cícero Romão Batista ou Padim Ciço. Era filho de Joaquim Romão Batista e de Joaquina Ferreira Gastão. Nascido no interior do Ceará, Padre Cícero tinha ascendência portuguesa do lado do pai. Padre Cícero era neto paterno de Romão José Batista e Angélica Romana Batista e bisneto de Francisca Pereira de Oliveira e o português António José Batista e Melo. Padre Cícero era neto materno de José Ferreira Gastão e bisneto de Manoel Ferreira Gastão e Antônia Maria de Sousa, ambos baianos que emigraram para o Crato.

Com seis anos Padre Cícero começou a estudar com o professor Rufino de Alcântara Montezuma. Aos 12 anos e influenciado pela vida de São Francisco de Sales (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2019/01/24/6303/-/s%C3%A3o-francisco-de-sales.html) Padre Cícero fez o voto de castidade feito aos 12 anos. Em 1860, Padre Cícero foi matriculado no colégio do renomado padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras, na Paraíba, Brasil. Em 1862 viu-se obrigado a interromper os seus estudos devido à morte inesperada do pai, vítima de cólera. Padre Cícero voltou para junto da mãe e das irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérias dificuldades financeiras à família de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha, em Fortaleza (Brasil), só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o coronel Antônio Luís Alves Pequeno.

Durante o período em que esteve no seminário, Padre Cícero era considerado um aluno mediano sendo ordenado sacerdote a 30 de novembro de 1870. Após a sua ordenação Padre Cícero retornou ao Crato e, enquanto o bispo não lhe dava paróquia para administrar, ficou a ensinar latim no Colégio Padre Ibiapina, fundado e dirigido pelo professor José Joaquim Teles Marrocos, seu primo e grande amigo.

No natal de 1871, convidado pelo professor Simeão Correia de Macedo, o padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro e ali celebrou a tradicional missa do galo.

Padre Cícero gostou tanto do povo de Juazeiro que a 11 de abril de 1872, ele voltou para ficar, acompanhado de sua família. Vários biógrafos afirmam que Padre Cícero mudou-se para Juazeiro por causa de um sonho onde viu Jesus Cristo e os doze apóstolos. De repente, uma multidão de pessoas carregando seus pobres pertences invadiu o local. Então, Jesus virou-se e disse: “E você, Padre Cícero, tome conta deles!”  Pe. Cícero obedeceu sem pestanejar.

Juazeiro tinha umas poucas casas de taipa e uma capelinha de Nossa Senhora das Dores, Padroeira do local. Padre Cícero reformou a capela e depois, começou um intenso trabalho pastoral através da pregação, do aconselhamento, das confissões e das visitas domiciliares. Por isso, rapidamente Padre Cícero ganhou a simpatia do povo, tornando-se uma grande líder na comunidade.

Padre Cícero moralizou os costumes do povo, acabou com os excessos de bebedeira e a prostituição que havia em Juazeiro. O trabalho cresceu. Por isso, Cícero recrutou mulheres solteiras e viúvas e organizou uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade, para auxiliá-lo no trabalho pastoral.

No dia 1 de março de 1889, durante uma missa celebrada pelo padre Cícero, a hóstia ministrada pelo sacerdote à religiosa Maria de Araújo transformou-se em sangue na boca da religiosa. Segundo relatos, esse fenómeno repetiu-se diversas vezes durante cerca de dois anos. Prudentemente, Padre Cícero pediu que dois médicos e um farmacêutico estudassem o caso.  Estes acompanharam o fenómeno, estudaram, analisaram e assinaram atestados afirmando que o fato era inexplicável à luz da ciência. O atestado reforçou a fé no milagre. Começaram, então, as peregrinações para Juazeiro. O povo queria ver a beata e adorar os panos manchados de sangue. O bispo de Fortaleza chamou então o Padre Cícero para esclarecimentos. Depois mandou que os fatos fossem investigados oficialmente.

A Comissão nomeada pelo bispo foi a Juazeiro, assistiu às transformações, examinou a beata, ouviu testemunhas e concluiu que o fato era realmente de origem divina. Mas o bispo, influenciado por clérigos que rejeitavam a ideia de milagre, nomeou outra Comissão, que foi a Juazeiro, convocou a beata, deu-lhe a comunhão e nada de extraordinário aconteceu. Então, foi concluído que não houve milagre.

O Padre Cícero, o povo e todos os padres que acreditavam no milagre protestaram. Isso foi visto como desobediência ao bispo. O bispo enviou um relatório à Santa Sé que confirmou a decisão do bispo contrária ao milagre. Os padres foram obrigados a se retratarem e Padre Cícero foi suspenso de ordem, acusado de manipulação da fé.

Durante toda a vida Padre Cícero tentou revogar essa pena, mas não conseguiu. Ele até conseguiu uma vitória em Roma, quando lá esteve em 1898. Mas, o bispo não voltou atrás.

Proibido de celebrar Missas, Padre Cícero entrou na vida política atender aos apelos dos amigos, quando Juazeiro começou a lutar por emancipação política, o que ocorreu em 22 de julho de 1911. Padre Cícero foi nomeado Prefeito do novo município. Além de Prefeito, também foi nomeado Vice-Governador do Ceará, mas nunca ocupou o cargo.

Era muito grande o volume de correspondências que Padre Cícero recebia e mandava. Não deixava nenhuma carta, mesmo pequenos bilhetes, sem resposta, e de tudo guardava cópia.

O padre Cícero faleceu em Juazeiro do Norte em 20 de julho de 1934, aos 90 anos.

No ano de 2015 a equipa de Direito Canónico do Vaticano enviou uma carta ao bispo da diocese de Crato (Brasil) informando que o Papa Francisco autoriza a reconciliação da Igreja com o Padre Cícero. Esta decisão surge depois do bispo Dom Fernando Panico ter chegado à diocese em 2001 e ter-se apercebido do grande número de fiéis que peregrinavam a Juazeiro do Norte. Dom Fernando Panico colocou entre as prioridades do seu episcopado a reconciliação de Padre Cícero com a Igreja. Assim em 2006, o bispo formou uma comissão e deu entrada na Congregação para Doutrina da Fé, no Vaticano, ao processo de reabilitação. A partir dos estudos realizados pela Equipe de Direito Canónico do Vaticano, foi decidido que a Igreja deveria conceder não apenas a reabilitação, mas a reconciliação do padre com a Igreja, permitindo assim que os fiéis realizem sua devoção com a aprovação da Santa Sé.

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