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São João de Deus

Segunda-feira, 08 Março 2021por Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.Visualizações : 1162

8Mar S. João de DeusSão João de Deus nasceu no ano de 1495 em Montemor-o-Novo (Portugal) e faleceu a 8 de março de 1550 em Granada (Espanha). Era filho de André Cidade e de Teresa Duarte e foi baptizado como João Cidade. Os seus pais eram comerciantes de fruta e desde cedo teriam educado o filho segundo os valores cristãos.

Aos oito anos, São João de Deus ouviu, de um padre em visita, sobre as aventuras que o poderiam esperar, na descoberta de novos mundos. Nessa mesma noite terá fugido de casa para viajar com o padre e nunca mais viu os seus pais. Vinte dias depois da fuga de São João de Deus a sua mãe morreu de tristeza e o seu pai André Cidade pai foi para um convento de franciscanos onde viria a falecer em data incerta.

São João de Deus e o padre foram vivendo da ajuda popular de aldeia em aldeia até que João adoeceu. Terão caminhado a pé ao lado de saltimbancos e mendigos. Perto da cidade de Toledo, o padre entregou o pequeno João a um bom homem, chamado Francisco Majoral. Este administrava os rebanhos do Conde de Oropesa, afamado por ser caridoso. Nessa época o menino recebeu o apelido de “João de Deus”, porque ninguém sabia ao certo quem ele era e, muito menos, de onde vinha. 

Durante seis anos Francisco Majoral educou João como a um filho, juntamente com a pequenina filha que a família tinha. Depois João trabalhou para Francisco como pastor nas montanhas até aos 27 anos. A relação entre eles era quase como a de pai e filho. Porém, quando a filha de Francisco atingiu idade para casar-se, Francisco quis casá-la com João de Deus. Sentindo-se pressionado para casar com a filha do regente, a qual amava como irmã, São João de Deus foi-se embora e alistou-se no exército espanhol na guerra contra França, corria então o ano de 1523.

Como soldado, São João de Deus era tudo menos modelo de santidade, participando no jogo, na bebida e nas pilhagens que os seus camaradas apreciavam. Como soldado, lutou na batalha de Paiva, contra o rei Francisco I e o seu exército. Vencedor, abandonou o exército e ganhou o mundo.

Peregrinou por toda a Europa. Depois, foi para a África. Lá, fez-se vendedor ambulante na cidade de Gibraltar. Então, como um filho pródigo, voltou à cidade onde nascera. Em Portugal apenas encontra um tio e sem nada que o prendesse à terra natal voltou para Espanha.

Quando decidiu, aos trinta e oito anos, que deveria ir para África para resgatar cristãos cativos, deixou tudo para trás e dirigiu-se ao porto de Gibraltar. Estando na doca à espera do seu navio, encontrou uma família visivelmente triste e desgostosa. Tendo descoberto que eram uma família nobre que partia para o exílio em África devido a intrigas políticas, São João de Deus abandonou o seu plano original e voluntariou-se como seu servo. A família adoeceu, quando chegou ao exílio, e João manteve-os, não só cuidando da sua doença, mas também ganhando dinheiro para a sua alimentação. O seu trabalho na construção de fortificações era castigador e desumano, sendo os trabalhadores espancados e maltratados por pessoas que se autointitulavam de católicos. Vendo cristãos a agir desta forma tão inquietante, João viu a sua fé abalada. Um padre aconselhou-o a não acusar a Igreja pelos seus atos e a partir para Espanha imediatamente. João regressou – mas apenas após ter a certeza de que a sua família de adoção recebera o perdão.

Em Espanha passou os seus dias carregando navios e as suas noites visitando igrejas e lendo livros espirituais. A leitura deu-lhe tamanho prazer, que decidiu dever partilhar essa alegria com os outros. Deixou o seu trabalho e tornou-se vendedor ambulante de livros, viajando de vila em vila vendendo livros e postais religiosos. Aos quarenta e um anos São João de Deus teve a visão de um menino que lhe apareceu com uma romã (granada em castelhano) na mão e lhe disse: “João, Granada será a tua cruz”. São João de Deus partiu então para Granada onde viria a abrir uma livraria.

Certo dia, São João de Deus ouviu um sermão de São João de Ávila (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/05/10/62872/-/s%C3%A3o-jo%C3%A3o-de-%C3%A1vila.html) sobre arrependimento e converteu-se (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2019/01/20/5529/-/convers%C3%A3o-de-s-jo%C3%A3o-de-deus.html).

O povo, sem compreender ou ria dele ou estranhava. São João de Deus não deu importância à atitude dos outros. Distribuiu os bens que tinha acumulado aos pobres e iniciou uma vida de penitências rigorosas, tendo sido por isso internado num hospício. Lá, recebeu tratamento desumano. Devido aos tratamentos que recebeu São João de Deus resolveu criar a Casa Hospitalar de João de Deus curando muitos doentes mentais. Com isso, nascia uma Ordem religiosa, que ele chamou de Ordem dos Irmãos Hospitaleiros.

Por ter sido tratado como louco, João de Deus conhecia em profundidade a difícil situação dos doentes mentais. Para cuidar dos doentes mentais, São João de Deus usava um processo próprio, que unia a conversa, o acolhimento, a oração, a cura interior. Por tudo isso, ele é considerado o precursor do método de tratamento psicanalítico e da compreensão de que as doenças têm origens psicossomáticas, ou seja, uma alma ou mente perturbada gera doenças físicas.

O sucesso, da obra de São João de Deus foi tão grande que, acima de oitenta casas-hospitalares foram fundadas pela Europa. A princípio, elas abrigavam os doentes mentais e os doentes terminais. Depois, São João de Deus e seus seguidores começaram a atender todos os tipos de doentes. Seu lema resumia uma verdade para toda a vida: "fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos".

São João de Deus faleceu a 8 de março de 1550.

São João de Deus foi canonizado a 16 de outubro de 1690 pelo Papa Alexandre VIII, sendo no entanto a sua bula expedida após a sua morte, pelo seu sucessor Papa Inocêncio XII.

É o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros.

 

São João de Deus rogai por nós!

 

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