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Santa Inês de Praga

Segunda-feira, 02 Março 2020por Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.Visualizações : 712

2Mar S. Ines da boemiaSanta Inês de Pragaé também conhecida como Santa Inês da Boémia nasceu em Praga (República Checa) no ano de 1205 e faleceu na mesma cidade a 6 de março de 1282. Era filha de Otacaro I da Boémia e de Constance da Hungria. Por parte da família paterna encontramos vários santos: Santa Edviges da Silésia (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/10/16/51383/-/s-hedwiges.html) era sua tia-avó, Santa Isabel da Hungria (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/11/17/2071/-/s-isabel-da-hungria.html) sua prima e Santa Margarida da Hungria (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/01/18/4754/-/s-margarida-da-hungria.html) sua sobrinha.

Aos três anos Santa Inês de Praga foi enviada com a irmã mais velha, Ana, para o Mosteiro Cisterciense de Trebnica. Lá Santa Inês de Praga foi educada pela sua tia-avó Santa Edviges que lhe ensinou as verdades fundamentais da fé, as primeiras orações e a formou na vida cristã. Aos seis anos, Santa Inês de Praga foi transferida para Doksani, com as premonstratenses onde aprendeu a ler e escrever.

Em 1220, com quinze anos, Santa Inês de Praga foi prometida em casamento a Henrique VII, duque da Áustria e filho do imperador Frederico II. Santa Inês foi então para esta corte, aonde viveu durante cinco anos, mantendo-se sempre fiel aos deveres da vida cristã. Entretanto, a santa voltou para Praga, pois os soberanos romperam o pacto do matrimónio. Santa Inês de Praga passou a viver mais intensamente para as orações e as obras de caridade; e após uma profunda reflexão decidiu consagrar a Deus a sua virgindade. O seu pai, porém, realizou outras alianças políticas e isso envolvia outras promessas de Inês em casamento. De uma delas a santa não tinha como fugir.  Contudo o Papa Gregório IX, a quem Inês tinha pedido proteção, interveio reconhecendo o voto de castidade da princesa, que assim conquistou a liberdade de se consagrar a Deus. A notícia da recusa propagou-se por toda Europa causando grande admiração.

Entrementes chegaram a Praga alguns nobres que retornavam da Itália trazendo notícias de São Francisco e da nova Ordem de Santa Clara. Ao tomar conhecimento da vida espiritual de Santa Clara (http://www.paroquia-almancil.pt/utilidades/vida-dos-santos/icalrepeat.detail/2018/08/11/16191/-/s-clara-de-assis.html), Inês desejou imitar a todo custo o seu exemplo. Desfez-se de todas as joias, adornos e vestidos preciosos e distribuiu aos pobres o valor que arrecadou.

Com os seus próprios bens fundou em Praga, entre 1232 e 1233, o hospital de São Francisco para os pobres, e confiou-o à direção de um sodalício (sociedade de pessoas que vivem em comum) fundado por ela, a Ordem dos Crucíferos da Estrela Vermelha, que se tornou mais tarde de a Ordem dos Cónegos Regulares Sanctissimae Rubea Stella, obra que ainda hoje existe. Ao mesmo tempo Santa Inês fundou o mosteiro de São Francisco para as Irmãs Pobres (Damianas ou Clarissas) em Praga, nas margens do Moldava. Santa Clara de Assis enviou cinco Irmãs do mosteiro de Trento para auxiliar na nova fundação. Cinco jovens, filhas das principais famílias de Praga, juntaram-se a elas, ficando assim o mosteiro com 10 irmãs.

Entre Santa Clara e Santa Inês nasceu uma amizade profunda, embora nunca se tivessem podido encontrar. Santa Clara enviou-lhe quatro cartas onde expressava o afeto que dedicava a Inês, a quem chamou "metade da sua alma". Santa Clara presenteou Santa Inês com uma cruz de madeira, um véu de linho e uma vasilha de barro.

Seguindo o estilo de vida austera de São Francisco e de Santa Clara, Santa Inês viveu no mosteiro mais de 40 anos. Como Santa Clara no Mosteiro de São Damião, Santa Inês renunciou às rendas, preferindo que o mosteiro vivesse só de esmolas, mas esta restrição só foi aprovada por Inocêncio IV (1243-1254). Inês inclusive renunciou aos seus direitos sobre o hospital que havia fundado, e que poderia abastecer seu mosteiro com o alimento necessário.

A entrada de Inês no mosteiro causou admiração em toda Europa, e todos aqueles que entravam em contato com ela davam testemunho de suas virtudes. A sua devoção a Nosso Senhor na Eucaristia propagou-se pelos outros mosteiros da Ordem e incentivou o desejo da comunhão diária. Graças ao exemplo de Inês, sucederam-se fundações de outros mosteiros da mesma Ordem na Boémia, Polónia e em outros países. O amor ao próximo não esmoreceu no seu coração generoso após a fundação do hospital. Santa Inês de Praga assistia as Irmãs enfermas, cuidava dos leprosos, socorria também pessoas com doenças contagiosas.

Amou a Igreja Católica intensamente e implorava a Deus os dons da perseverança na fé e na caridade cristã para os seus filhos. Colaborou com os papas do seu tempo, atendendo às solicitações de orações que faziam, e intermediando junto aos soberanos boémios, seus familiares, em negociações para o bem da Igreja. Santa Inês de Praga nutriu sempre um amor profundo pela sua pátria, que beneficiou com obras de caridade individuais e sociais. Com a sabedoria de seus conselhos evitou conflitos e promoveu a fidelidade do seu país à religião católica.

O Senhor cumulou Santa Inês de muitas graças: êxtases, profecias, intuição e vários milagres. Predisse que o seu irmão Venceslau venceria o Duque d'Áustria.

Faleceu a 2 de março de 1282 no seu mosteiro em Praga.

Foi canonizada pelo Papa João Paulo II a 12 de novembro de 1989.

 

Santa Inês é Padroeira da cidade de Praga.

 

Santa Inês de Praga rogai por nós!

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