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Beata Maria Ângela Astorch

Segunda-feira, 02 Dezembro 2019por Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.Visualizações : 1119

2 12 Beata Maria Angela Astorch

Beata Maria Ângela Astorch nasceu no dia 1 de Setembro de 1592 em Barcelona e faleceu a 2 de Dezembro de 1665 em Múrcia (Espanha). Era filha de Cristóvão e Catarina Astorch e foi baptizada como Jerónima Maria Inês. Era a mais nova dos quatro filhos do casal. Ficou órfã de mãe aos 10 meses e foi confiada a uma senhora que a amamentasse. Perdeu o pai aos cinco anos.

Sua irmã Isabela seguia o grupo de jovens, atraída pela espiritualidade de Ângela Serafina Prat, o que fez com que a pequena Jerónima se ligasse rapidamente à vida das capuchinhas. E mais ainda quando, com sete anos, por ter comido algumas castanhas, fora considerada morta, se não fosse a intervenção da madre Serafina a qual, numa oração de êxtase a fez retornar a vida. Esse facto alterou a vida da Beata Maria Ângela Astorch que sobre o mesmo escreveu: a minha infância terminou aos sete anos; em seguida tornei-me mulher de juízo, responsável, e por isso, paciente, medida, silenciosa e veraz.

Aos nove anos, os seus tutores quiseram que ela estudasse. Aprendeu a ler e a escrever, e os trabalhos femininos. Surgiu nela uma verdadeira paixão por livros, especialmente os escritos em latim. Faziam-se sobre ela brilhantes prognósticos. No entanto, Beata Maria Ângela Astorch pediu para entrar no mosteiro. Após certa perplexidade dos parentes, considerada a sua maturidade superior à sua idade de 11 anos, pode realizar o seu desejo. No dia 10 de Setembro de 1603 atravessou a porta da clausura. Como religiosa recebeu o nome de Maria Ângela. O seu director espiritual foi o Padre Martin Garcia.

A Beata Maria Ângela Astorch procurava imitar a fundadora Ângela Serafina Prat e a sua irmã Isabela. A madre mestra era muito exigente e tratava-a com métodos espartanos. O amor da jovem pelos livros latinos fez com que a sua mestra tivesse receio pela humildade da candidata, que teve de resignar-se a renuncia-los. No dia 17 de Setembro de 1608 iniciou realmente o noviciado sob a direcção discreta da sua irmã como mestra. Não faltaram tentações e aflições. Pela sua cultura superior teve de desenvolver uma espécie de encargo de "professorinha" das companheiras de noviciado. No dia 08 de Setembro de 1609 fez a profissão nas mãos de Catarina de Lara, que sucedera à fundadora que havia morrido no ano anterior. Enquanto isso, a nova congregação capuchinha ia-se expandindo rapidamente. No dia 19 de Maio de 1614, a Beata Maria Ângela Astorch partiu com outras cinco irmãs para Saragoça, a fim de fundar um novo convento. A Irmã Maria Ângela tinha o encargo de mestra das noviças e da secretaria.

Em 1624 torna-se vigária da comunidade, e três anos mais tarde, abadessa. Era uma madre que fazia de tudo: cozinha, lavandaria, enfermaria, horta. Condividia com os pobres as esmolas do convento e socorria com generosidade os necessitados com o pouco que dispunha. Quando Saragoça foi invadida por fugitivos, provenientes da Catalunha em revolta, distribuiu a algumas pobres mendigas os vestidos que as noviças tinham trazido quando vieram para o convento.

A sua espiritualidade tornou-se ainda mais profunda, toda bíblica e litúrgica. Todos os mistérios de Cristo e de Maria, os anjos e os santos encontravam ressonância no seu coração, com visões e iluminações superiores.

Permaneceu no mosteiro de Saragoça, trinta anos. A comunidade crescera em número e qualidade e o espaço já se tornara insuficiente. O desejo de Ângela de propagar a Ordem aconteceu após um crime sacrílego realizado pelas forças de Luiz XIV que profanaram algumas igrejas em Barcelona.

No dia 2 de Junho de 1645 cinco irmãs guiadas pela Madre Ângela Astorch e com o padre Aleixo de Boxadós dirigiram-se para Múrcia. O mosteiro de Múrcia tornou-se um centro de espiritualidade. Durante a peste de 1648 que se alastrou pela região, as religiosas foram poupadas, bem como das frequentes inundações do Rio Segura no ano de 1651, se bem que o mosteiro tenha sido muito danificado. As religiosas tiveram de se retirar para uma residência de férias dos jesuítas, nas montanhas. Nesta residência permaneceram por treze meses até que o mosteiro fosse restaurado. Regressaram no dia 22 de Setembro de 1652, mas um ano depois tiveram de voltar à casa da montanha devido a uma nova inundação. Na ocasião uma calunia muito séria atinge a madre Ângela, mas logo a sua inocência foi comprovada.

Voltando ao mosteiro, Beata Maria Ângela de Astorch continuou seu oficio de abadessa até 1661. 

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 23 de Maio de 1982.

 

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